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Aviso: Este blog não tem a mera intenção/pretensão de ser correto, nem inteligente, nem polido, nem verossí­mil, nem bonito, nem lógico, nem educativo, nem descolado, nem coeso, nem linear, nem revolucionário e muito menos de usar português correto. A intenção é ser engraçado. E nem isso eu posso garantir... Está avisado. Read, enjoy and have fun! (comece lendo lá por baixo)

terça-feira, abril 26, 2005

TOC:

Há pouco mais de um ano essa conversa tem sido muito freqüente:

- O que vc faz?
- Física. Bacharelado.
- ...maluco...! (resmungando)

Bem gostaria de informar a todos que o buraco é MUITO mais embaixo...!
Eu vou revelar aqui uma coisa que absolutamente ninguém neste mundo tem conhecimento, e talvez ajude vcs a entender como funciona a cabeça de um (aspirante a) físico.

Desde criança (muito criança mesmo), desde que eu tenho consciência e ando de carro eu tenho uma brincadeira, uma mania. Eu sempre fico olhando pro lado, vendo as árvores e postes passando e imagino uma espada muito grande, com a qual eu vou cortando todas as árvores e postes pelo caminho... todos, sem exceção e bem rente ao chão. A idéia de um poste ou árvore terem sido cortados a um metro (ou mesmo um palmo) de altura do chão me incomoda profundamente. Eu tenho que cortar todos, cada um com um movimento da espada (quão mais rápido está o carro, mais trabalho mental dá isso), e se um ficar para trás sem ter sido cortado, me dá um extrema agonia e eu sou obrigado a voltar lá atrás (mentalmente, é claro) e cortar todos os que eu deixei passar, mas mesmo depois disso eu ainda fico um pouco incomodado, por não ter feito as coisas na hora certa e não ter visto cada poste sendo cortado. Ou seja, é melhor não deixar nenhum poste passar, pois mesmo que eu volte lá e corte ele (sem deixar os seguintes atrasarem) a sensação de incômodo não passa completamente.

Antigamente eu sempre pensava nisso ao andar de carro, era inevitável. E eu simplesmente não conseguia parar de pensar e não dava pra desviar a atenção, então eu era obrigado a "brincar" disso por todo o trajeto, pois desviar a minha atenção causaria muitos postes deixados pra trás e MUITO transtorno psicológico.
Hoje em dia nem sempre eu lembro dessa brincadeira... só quando estou numa estrada comprida, deserta e só com postes dos lados... mas se eu quiser eu já consigo desviar minha atenção e pouco depois já não estou pensando mais em postes.



Todo mundo tem pelo menos UMA coisa muito estranha que faz sistematicamente mesmo sem perceber, e isso não tem nada a ver com a carreira que eu escolhi, pois faço isso desde os 5 anos de idade... a diferença é q os outros malucos vão ser médicos, advogados, contadores,... continuam fazendo as suas maluquices mentais mas ninguém fica sabendo...

Talvez alguém que manje de psicologia possa interpretar o que essa minha mania significa na minha personalidade (OBSERVAÇÃO IMPORTANTE!!!). Eu acho q isso significa q eu não gosto de deixar coisas pra trás, nada pendente, e também q eu gosto de terminar tudo que já comecei antes de começar uma coisa nova. E isso é um ponto positivo para quem faz Física. Ou seja:

"Eu faço Física pq eu sou assim!" e não "Eu sou assim pq faço Física!"



Bem, eu ainda não sei pq deu vontade de contar isso aqui e expor esse meu hábito estranho para todos os exp(0.467) leitores desse blog...
Talvez tenha sido pq eu percebi que eu estou criando outra mania, a de endireitar exaustivamente um certo adereço q eu passei a usar. E talvez eu quisesse terminar com essa mania antes de passar pra próxima... bem, sei lá!



OBSERVAÇÃO IMPORTANTE!!!
Eu falei brincando quando disse que gostaria que algum psicólogo viesse me explicar essa minha mania, sinceramente, vcs podem estudar pra caralho, mas das minhas maluquices, entendo EU!
Desistam de tentar decifrar esse meu post, só leiam e resmunguem "maluco!" como todos fazem...!

Obrigado.
Voltem sempre!

domingo, abril 17, 2005

By Naschpitz 2 (a missão):

"Se o leite é derivado da vaca, porque que o leite integral não é a vaca inteira?"

Explicação:

Consideremos uma função animal chamada V(r) que relaciona a quantidade de vacas a uma dada distância r do observador rural. Para calcular a quantidade de vacas nas redondezas de um ponto, podemos pegar a função V'(r) = L(r) e calcular um dL (um pequeno leitinho) em um ponto e depois integrar para todo o curral.

d
--V(r) = V'(r)dr = L(r)dr
dr
agora, integramos L(r)dr em todo um curral fechado (é claro, se não as vacas fogem!)
Assim obtemos que [1]
integral de L(r)dr em um curral fechado = Vaca + constante.


Para achar essa tal constante, vamos calcular V(0):
Por definição, V(0) = 0, pois a vaca não pode ocupar o mesmo lugar do observador [2] (talvez o touro pudesse ocupar um certo lugar do observador, mas isso seria muito dolorido para fins de cálculo).
Então, percebemos que quando a quantidade de vacas em um lugar é nula, só sobra o plástico da caixinha do leite.
Logo, determinamos a tal constante e de quebra mostramos mais uma vez a ligação forte entre Leite e Plástico, as duas entidades que permeiam o mundo.



Referências:
[1] - Teorema Fundamental do Cálculo Rural
[2] - "Dois animais (ou quaisquer duas entidades Leite) não podem ocupar o mesmo lugar no curral ao mesmo tempo" - Albert Einstein



OBS:
O filho duma égua que vier corrigir meus cálculos ou os conceitos físico-matemáticos usados nesse post, vai ser mandando tomar no cú, no cú, no cú, no cúúú! (o suco de cajú é opcional)
O Cálculo não é engraçado, se eu utilizasse ele direito esse post não teria graça, então eu moldei o Cálculo ao meu gosto.

Quaisquer críticas, sugestões, elogios, desabafos, revelações bombásticas... fale com a parede.

terça-feira, abril 12, 2005

By Naschpitz:

Era uma vez, uma festa... estavam presentes todas as funções: a seno, a cosseno, a logaritmica, a parábola, a hiperbolica, entre outras... porém, havia uma que estava muito triste: a exponencial.
Sendo assim, preocupada com a tristeza dela, a cossecante se aproximou da exponencial e perguntou:

- Exponencial, pq vc não se integra com o pessoal?!
A exponencial respondeu:
- Pra quê?! Dá no mesmo!

terça-feira, abril 05, 2005

Teoria da Relatividade (versão Leite x Plástico):

No ano de 1905, dois físicos adolescentes chamados Strange e Jack Terceiro, ainda no Ensino Médio, perceberam uma inconsistência nas teorias físicas vigentes.
Naquela tempo, tudo no mundo era descrito como Leite ou Plástico, assim como Nilton havia dito.

Só pra vocês terem uma idéia:
Coisas como pessoas, animais, plantas e comida eram classificados e descritos como Leite. Já coisas como um computador, um garfo, uma parede, uma garrafa e um sofá são classificados como Plástico.


Mas esses dois físicos (ainda no Ensino Médio) perceberam que nem tudo no mundo obedecia a essa classificação. Eles notaram que haviam coisas que hora se comportavam como Leite, ora tinham características de Plástico. A partir dessa falha na teoria vigente da época, eles inventaram a idéia da Dualidade Leite-Plástico, e assim puderam classificar objetos como armários de madeira, bolsas de couro e cachaça.

Ainda em 1905, eles chegaram a conclusão que, na verdade, essas duas coisas estavam ligadas entre si e eram proporcionais. Com isso formularam a Teoria da Releitividade, cujo enunciado máximo vem abaixo:

"Plástico é igual a Leite multiplicado por uma letra qualquer com um doizinho em cima."

E agora em 2005, para comemorar o centenário dessa descoberta magnífica, foi declarado esse ano como sendo o Ano Mundial da Física!

Mensagem de Semana Santa (ligeiramente atrasada):

"Seja muito grato a Deus por ter enviado o filho dEle pra morrer pregado na cruz... ele podia ter mandado VOCÊ!"

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